E agora mãe?

E agora mãe?

E agora mãe?

E agora mãe?

E agora mãe??…

 

Quem já foi adolescente, nunca vai esquecer, e quem tem um por perto, jamais será o mesmo depois da crise.

O fim do primeiro amor, parece mesmo o fim dos tempos pra quem acompanha esse duro rompimento do sonho com a realidade.

O tormentoso descobrir do amor, tem sempre um lado sombrio, onde qualquer movimento brusco, faz implodir a auto-estima do adolescente.

As mães, redutos de tantos clamores, se sentem impotentes…os pais, por sua vez, sofrem junto.

 

Malu descobriu o amor….estava nas nuvens. Agora poderia finalmente desfilar com o bonitão do João, e rodar com ele nas baladas sentindo aquela ligeira sensação de que as amigas a invejavam.

Colocava no face todas as fotos dos momentos legais que tinham…Sushi na sexta…baladinha no sábado…cinema no domingo…isso sem falar nos “esquentas” na casa dos amigos.

O mundo agora assumia uma nova cor. A saborosa cor dos “ casais” e tudo fluía as mil maravilhas.

Na casa de Malu, todos gostavam do João. Educado e social, brincava até com o o irmão mais novo, e apesar de deixar a Malu meio avoada, os pais achavam que o garoto era mesmo bonzinho e estava fazendo bem para Malu. Afinal, devido a paciência de João, ela podia exercitar livremente seu lado mandão sem problemas, pois resolviam tudo no bom humor…além do mais, MALU fazia aquele tipo de mulher super tradicional que tem fixação pela mudança do seu homem…e João adorava aquela novidade do universo feminino.

Na casa de João, todos adoravam Malu, pois era linda e fazia João se concentrar nos estudos.

Faziam praticamente tudo juntos, do estudo ao lazer.

No dia dos namorados, Malu arrumou uma caixa e decorou-a com fotos dos dois e colocou presentinhos carinhosos dentro.

João, convenceu a mãe a investir naquele pingente de ouro…porque afinal, era a “Malu”! E orgulhosamente, acordou-a com flores as 6 da manha! E lá foi mais uma foto para as redes sociais para inveja das amigas solteiras….

Os pais, haviam se transformado em pessoas invisíveis, que apenas tornavam-se reais nos momentos em que Malu e João precisavam de “motorista” ou de “ dinheiro”.

Mas, justamente quando tudo estava ótimo, sobreveio o pior: A BRIGA.

Malu que era mimada, não admitia ser contrariada e João que era teimoso, não queria dar o braço a torcer..

Choros, velas, e fitas amarelas…

O terremoto afetivo!

Mãe, preciso de um psicólogo!!! Nao consigo parar de chorar!!
Calma minha filha…é assim mesmo…dor de amor doi muito…
Mãe!! O que eu faco??? Preciso que ele volte comigo entende??? Preciso!!!!
Será que se eu fosse na casa dele e conversasse com a mãe dele? E com a irma? Será que….ah mãe….
Não satisfeita com os conselhos da mãe, Malu procura o pai.

Pai o que eu faço? Acho que vou morrer se o João não voltar pra mim!
O pai, fazendo jus a categoria masculina advertiu:

Não faça nada entendeu??? N-A-D-A!! Quando quiser gritar, grite, quando quiser chorar, chore, mas não faça NADA!!! Faça compras, vá ao banheiro, mas não LIGUE!! Entendeu? Homem que deve procurar! E você deve partir pra outra!! Entendeu?
E Malu passou dias trancada no quarto abalando a harmonia familiar.

A casa tem ares de um funeral, e cada refeição mais parece um culto à morte entre alfaces..

Tudo normal…muito normal…

Tanto MALU como seus pais tem uma certeza: Você vai SOBREVIVER.

Dizer a um adolescente frustrado o quanto você sente por ele, não vai adiantar…

O melhor mesmo, é simplesmente estar ao lado dele, e mostrar que ainda que ele não queira, TUDO ACABA…e depois, ainda que você queira, o EX não vai evaporar…

Então…depois que você consegue convencer aquela “alma em sofrimento” que o fim de um amor, não é o fim do mundo…vem o próximo capítulo:

E agora Mãe??? Será que nunca mais vou amar??? O que vai acontecer ???

E agora mãe????

 



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